Rosa

A rosa que me oferecera parece murcha, pobre rosinha
como se fraca escorregasse da sua mão
caindo na palma da minha, que já havia largado a bainha,
pra não deixa-la cair ao chão

Quando a segurei, por poucos centímetros do derradeiro fim
senti seu alivio sobre meus ombros,
e seus olhos pousando em mim
como um agradecimento surdo em meio a escombros

Sobrevivera a queda, e respirava rarefeito
parecia pequena quando foi acolhida
a rosa em minha mão ressonava com o efeito

como se os olhares atentos a ela voltados
lhe dessem de volta a vida
que tiveram outrora usurpado