Sêneca: A brevidade da vida

Sêneca, foi um filósofo pré-socrático, que apesar de não muito comentado atualmente, teve ideias relevantes para as escolas de pensamento de sua época, sendo um dos representantes do estoicismo. Escreveu diversos livros e dentre eles, A brevidade da Vida, que será utilizado como base neste texto.
Quando Sêneca escreveu-o já estando em exílio político, imprimiu seus pensamentos no papel para que suas ideias fossem registradas. Talvez muitos se identifiquem com esses pensamentos, que mesmo datando de séculos, continua atual.
Podemos afirmar apriori, que não importa quanto tempo uma ideia tenha desde sua criação, mas sua influência, fundamento e objetivo determinam quanto tempo ela irá durar. Afinal, o conhecimento é eterno e quando bem construído pode atravessar os séculos, permanecendo terrivelmente atual.

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Há padrões para ser feliz?

A felicidade é, desde a antiguidade, um objeto de estudo para muitos filósofos e entusiastas que buscam entende-la. De modo que cada um ao tentar defini-la acaba lhe conferindo um toque pessoal com suas experiências, mesmo que a ideia geral de felicidade seja compartilhada.
Ao longo do tempo o conceito de felicidade já foi muito debatido, passando de um questão ética, a uma satisfação, como a realização de seus desejos. Ainda hoje, acreditamos que esse conceito depende de fatores como: saúde, amor, dinheiro, etc. Porém, todos esse fatores são variáveis, e não podemos utiliza-los como dosadores de algo. Afinal, cada pessoa segue um padrão de vida muito diferente.
Caso a felicidade realmente significasse ter dinheiro, por que tantas pessoas ricas vivem infelizes, ou ainda mesmo, como pessoas pobres conseguem ter felicidade? Alguns apostam que pessoas menos egocêntricas são mais felizes, e isso se dá ao fato da importância que damos a nós e aos outros, ou que pessoas otimistas tendem a levar uma vida melhor. Talvez a felicidade só dependa realmente de nossa própria postura mental.
Não existe padrão ou fórmula para ditar um caminho a felicidade, até onde sabemos, encontra-la depende apenas do próprio individuo, e dos meios que ele irá utilizar para isso. Ser feliz, nada mais é do que estar bem consigo mesmo, e esse é o fator mais importante.

 

Faz

Entre risos e laços
Deu-se o ponto
Entre o abraço fez-se o pranto
Entre o ponto e o fim
Fez-se o começo
Do começo fez-se o encanto
Do encanto fez-se amores
Dos amores, algumas dores
Das dores restou solidão
E da solidão faz-se poemas
Dos poemas se criam sentimentos
Com os sentimentos entendemos o mundo
Do mundo entendemos as coisas, das coisas vemos a vida
E da vida, se faz a morte.
E dela, podemos criar um novo começo
ou um novo poema

 

 

Inspirado em Vinicius de Moraes

 

Felicidade

A felicidade é feita de detalhes
Que nos preenche
nos enche
de esperança,
lembranças
de momentos que vivemos e que
lembramos e esquecemos
Mas que vivem eternamente
dentro de cada um

Guardamos no coração
O que acreditamos ser importante
e num rompante
decidimos libertar
as lembranças que um dia
nos obrigamos a guardar
Libertando uma estranha nostalgia
a certeza de que um dia
fomos felizes

Somos felizes
Seremos felizes se assim quisermos
Se buscarmos a felicidade
a encontraremos e assim
mas lembranças cultivaremos
para quando a tristeza bater
a felicidade venha nos acolher