A adivinha

-Fique com a mão estendida dessa forma – ela indicava estreitando a vista – preciso ver bem sua palma.
Mantive a mão na posição sugerida enquanto os grandes olhos azuis me encaravam atentos.
-Está vendo algo? – disse depois de alguns minutos em silêncio.
Sua expressão era desorientada. Ela balançava a cabeça levemente numa negativa, os brincos chacoalhavam em suas orelhas.
-Deveria funcionar – dizia incrédula enquanto revirava a palma que se estendia sobre a sua. Continue reading “A adivinha”