A Pergunta

Seus olhos resplandeciam e fitavam a tela brilhante. Aquilo não podia ser verdade.
Ele estava estático e a única que coisa que piscava era seu ponto de inserção que esperava pela resposta da pergunta capciosa.
Saiu do transe e levou a mão até a cabeça, deixou que os dedos dançassem por entre os fios despenteados se perguntando o que responder sobre aquilo.
Fechou a tela do notebook, a resposta teria que esperar. Como uma boa pessoa que sofre de ansiedade andava pela casa de um lado para outro, pensando no assunto “como se isso fosse resolver algo” dizia mentalmente.
Certas perguntas não deveriam ser feitas, ele concluiu. Nem tudo precisa de uma resposta definida: sim sim, não não; onde fica o talvez? o meio termo?
Voltou a cadeira ainda agoniado. Respirou fundo e abriu novamente o computador. A pergunta voltou a brilhar sobre os seus olhos.
Ele continuava a fita-la sem coragem de tomar um partido daquilo. Um som quebrou o silêncio e alertava outra mensagem.
-Responde logo! Não é o fim do mundo!!
Cobrava a pessoa curiosa do outro lado, nem imaginando o rebuliço mental que causava. Os dedos avançavam sobre as teclas, mas não pressionavam nenhuma.
-Gato ou cachorro?- repetia a pessoa impaciente.
Ele respirou fundo e enviou:
-Os dois.

5 thoughts on “A Pergunta

      1. Olá! 🙂
        Tudo bem, graças a Deus! Bom te ver também!
        Imagina, querida! Não tem problema. Vá respondendo no seu tempo. Eu demorei pra responder as tag’s, porque isso é ainda novo pra mim, me enrolei todo, e ainda tive problemas de internet. Bem legal né? rsrs Enfim… Vá na boa. Fique bem, querida!
        Beijos e até qualquer hora 🙂

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